América-MG vence nos pênaltis e avança às semifinais da Copa do Brasil Sub-20

América-MG vence nos pênaltis e avança às semifinais da Copa do Brasil Sub-20

Na tarde de quarta-feira, 19 de novembro de 2025, sob uma chuva torrencial que transformou o Estádio da Curuzu em um lamaçal, o América Futebol Clube Sub-20 eliminou o Paysandu Sport Club Sub-20 por 4 a 3 nos pênaltis, garantindo vaga nas semifinais da Copa do Brasil Sub-20Belém. O placar de 1 a 0 no tempo normal — repetido da partida de ida — não foi suficiente para o Paysandu, que precisava de dois gols para avançar. Mas o que parecia um empate tranquilo para o América virou um pesadelo nos acréscimos, e depois, naquela que foi uma das disputas de pênaltis mais tensas da história da categoria.

Uma partida que não terminou no 90 minutos

O jogo foi um verdadeiro jogo de nervos. O Paysandu, que até então nunca havia perdido em casa na competição — com 8 gols marcados e apenas 1 sofrido — entrou em campo com fome de história. A torcida, molhada mas entusiasmada, gritava como se já estivesse na semifinal. O América, por outro lado, jogou com a segurança de quem tinha vantagem no agregado, mas com o peso de quem sabia que um único erro poderia custar tudo. O único gol da partida de ida, marcado por Júlio no Estádio Independência, em Belo Horizonte, foi a única diferença entre os dois times. E na volta, o Paysandu pressionou do primeiro minuto. O meio-campo com Renan e Salomoni dominou a posse, enquanto o ataque com Ângelo e Kauã Hinkel tentava furar a defesa mineira.

A virada que não veio — e o pênalti que quase mudou tudo

Com 48 minutos do segundo tempo, o sonho do Paysandu parecia se concretizar. Após uma falta na área, o árbitro marcou pênalti. Ângelo, o artilheiro da equipe, cobrou com frieza: 1 a 0. O estádio explodiu. A torcida acreditava que a classificação estava próxima. Mas o placar agregado era 1 a 1. A partida iria para os pênaltis. E aí, o jogo virou um filme de suspense. O América, que havia feito apenas dois gols em toda a competição até então, agora precisava manter a calma. O goleiro Lecce, 18 anos, virou herói. Na terceira cobrança, ele se jogou para a esquerda e defendeu o chute de Lecce (sim, o goleiro do Paysandu também se chama Lecce — coincidência rara, mas real). A defesa foi descrita por jornalistas como "uma das melhores da história da categoria".

A disputa de pênaltis: nervos, erros e um gol que não foi

As primeiras quatro cobranças foram convertidas por ambos os lados. O América mandou Cauê Araújo, Otávio, Kaíque Zizero e Felipe Scharan. O Paysandu respondeu com Willian Gabriel, Henry, Salomoni e Cauã Dias. Na quinta cobrança, Otávio, que já havia levado um cartão amarelo, cobrou rasteiro, no canto esquerdo. O goleiro do Paysandu se jogou, mas a bola passou por ele. 4 a 3 para o América. Só faltava o último cobrador do Paysandu. Kauã Hinkel, o jovem atacante de 17 anos, entrou em campo com a responsabilidade de salvar o time. A bola saiu pela direita. Fora. O estádio ficou em silêncio. O América comemorou como se tivesse vencido a final.

Um time que não desistiu — e um sonho que se encerrou

Um time que não desistiu — e um sonho que se encerrou

Para o Paysandu, foi uma derrota que doeu mais do que o placar. A transmissão da Tropical Rádio resumiu bem: "Se passar, é a primeira vez que chega a uma semifinal da Copa do Brasil Sub-20". Eles tinham tudo: casa, torcida, momento. Mas o América, comandado por João Batista, soube administrar a pressão. O técnico mineiro, conhecido por sua disciplina tática, fez as substituições certas: Basile entrou no lugar de Kappel para reforçar a defesa, e Bernardo, no ataque, trouxe velocidade. A expulsão de Luis Henrique no segundo tempo foi um momento crítico — o América jogou com 10 homens por 12 minutos. E mesmo assim, não cedeu.

O que vem a seguir: o confronto com o Iape

Agora, o América-MG Sub-20 avança para as semifinais, onde enfrentará o Iape, time que eliminou o São Paulo na outra chave. O jogo está marcado para o final de novembro, ainda sem data e local definidos. O Iape chegou à semifinal com uma vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, em jogo de volta. O América, por sua vez, chega com o moral alto e a confiança de quem superou um adversário em casa, sob chuva, com a pressão de uma torcida que sonhava com a história.

Um retrospecto que vale a pena lembrar

Um retrospecto que vale a pena lembrar

O Paysandu, que havia vencido todos os jogos em casa na competição — incluindo um 3 a 0 sobre o Ceará e um 4 a 1 sobre o Fortaleza — foi o único time a sofrer derrota em casa. O América, por outro lado, chegou à semifinal com apenas dois gols marcados em toda a competição. Mas não foi por gols que venceu. Foi por defesa. Por organização. Por calma. Por Lecce, que fez duas defesas decisivas. Por Otávio, que cobrou o pênalti que decidiu tudo. Por um time que, mesmo com um jogador a menos, não recuou.

Frequently Asked Questions

Como o América-MG conseguiu avançar com apenas um gol no agregado?

O América-MG avançou porque o placar agregado ficou em 1 a 1, e a regra da competição determina que, em caso de empate no agregado, a classificação é decidida por pênaltis. O Paysandu precisava vencer por dois gols para avançar diretamente, mas marcou apenas um — o que levou a disputa para os pênaltis, onde o América venceu por 4 a 3.

Por que a vitória do América-MG foi considerada surpreendente?

O Paysandu tinha um recorde imbatível em casa na competição, com 8 gols marcados e apenas 1 sofrido. Além disso, jogava em casa, sob forte chuva e com a torcida inteira apoiando. O América-MG, por outro lado, tinha o pior ataque da fase eliminatória. Vencer por 1 a 0 na ida e depois sobreviver aos pênaltis em Belém foi uma façanha tática e psicológica rara.

Quem foi o herói da partida e por quê?

O goleiro Lecce, do América-MG, foi o herói. Ele fez uma defesa crucial na terceira cobrança de pênaltis, bloqueando o chute do goleiro adversário — também chamado Lecce — e mantendo o placar em 3 a 3. Sua atuação inspirou a equipe e desestabilizou o Paysandu, que passou a errar nas cobranças seguintes.

Qual foi o impacto da expulsão de Luis Henrique?

A expulsão de Luis Henrique aos 78 minutos deixou o América-MG com 10 homens por 12 minutos, o que permitiu ao Paysandu pressionar ainda mais. Mas o time mineiro se organizou rapidamente, com Kauê Ricardo e Felipe Scharan cobrindo as lacunas. A reação da equipe mostrou maturidade incomum para uma categoria Sub-20, e foi decisiva para manter o empate até os pênaltis.

O Paysandu já chegou a semifinais da Copa do Brasil Sub-20 antes?

Nunca. O Paysandu Sub-20 estava tentando pela primeira vez na história da competição chegar à semifinal. A equipe havia eliminado o Ceará e o Fortaleza em casa, mas a derrota para o América-MG encerrou um sonho histórico. O clube ainda não tem uma tradição em categorias de base, o que torna a campanha ainda mais significativa — mesmo com a eliminação.

Qual é o próximo desafio do América-MG Sub-20?

O próximo adversário será o Iape, que avançou após eliminar o São Paulo por 3 a 1 no jogo de volta. O Iape tem um ataque mais ofensivo e já marcou 12 gols na competição. O América-MG, por sua vez, precisa melhorar sua eficiência ofensiva — já que só marcou 2 gols em 5 jogos. O confronto será decisivo para saber se o time mineiro é um candidato real ao título.

1 Comentários

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    Steven Watanabe

    novembro 29, 2025 AT 13:54
    Lecce foi o cara. Ponto final.

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